Dizem que o número 50 da praça Berkeley é o abrigo de muitos fantasmas... O mais antigo deles, é de uma garotinha, que foi assassinada em 1700 por um criado sádico. Dizem que ela é vista frequentemente no último andar, chorando e lamentando-se enquanto torce as próprias mãos em desespero. Há também um outro relato, sobre uma mulher dessa vez. Ela tentando escapar do seu tio caiu de uma janela. Falam que o corpo dela é visto diversas vezes pendurado em um peitoril de uma janela.
Em 1870, quando a casa estava vazia, os vizinhos diziam ouvir numerosos gritos e gemidos vindos de dentro da casa. Ouviam móveis se movendo, janelas batendo e sons de campainhas. Um tempo depois a casa foi ocupada pelo Sr. Dupre, ele trancava seu irmão louco em um quarto do último andar e o alimentava por uma abertura na porta. Dizem que este quarto é o centro da assombração... Dizem que hoje, o último andar é mantido trancado e ninguém tem permissão para entrar nele...
Minha versão:
Em Berkeley vivia uma garotinha com a sua mãe. Tinha 6 anos e era filha única, como não tinham muitas condições sua mãe e seu pai decidiram não ter mais filhos. Poucos meses após a garotinha ter completado 5 anos, seu pai morreu de problemas cardíacos e sua mãe já não sabia o que fazer... Já que não tinha como trabalhar (época as mulheres não podiam) e sua única filha era uma garota. Um dia, ao ter um pesadelo, a garotinha foi ao quarto da mãe com medo e ao chegar lá estava um dos criados da família, segurando uma faca próxima ao pescoço da mãe que estava amarrada em uma cadeira e amordaçada. Ao ver que a garotinha chegou, o criado avançou com a faca no coração da menina e deu vários golpes... Logo depois matou a mãe da garota, retalhando seu braço e cortando seu pescoço até morrer com muita perda de sangue... O espírito da garotinha ainda está lá... ela ainda pensa que de alguma forma pode salvar sua mãe e nunca a encontra, por sua falta de sucesso, vive a se lamentar e chorar, torcendo os próprios braços por não ter conseguido tomar nenhuma ação. O que fez seu espírito enlouquecer, rebelando-se e vingando por sua mãe, qualquer pessoa que entre no quarto dela.
Alana Metzli Vasconcelos

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